Hoje fui ver as notícias do dia e me deparei com essa notícia na FOLHA DE SÃO PAULO: Filme sobre Tom Jobim dispensa depoimentos e foca em parcerias. Acho que é bastante interessante fazermos um filme sobre Tom Jobim (ou como foi o caso de ontem, rendermos homenagens a Elis Regina), já que ele é um grande compositor (é, porque grandes músicos não morrem - eles viram som). Porém, eu gostaria de perguntar a vocês: Será que acabaram os músicos do Brasil?
Tom Jobim é, realmente, o maior compositor (na tênue linha entre o popular e o erudito) da música brasileira. Mas ele morreu há 18 anos. E mesmo assim, a música brasileira não acabou, com a sua morte. De forma alguma o Brasil ainda tem grandes músicos muito pouco divulgados.
Assim, fazermos um filme sobre Tom Jobim ou um especial sobre Elis Regina são ações louváveis - sem dúvida. Entretanto não podemos esquecer de quem está vivo. Elis Regina e Tom Jobim estão ainda estão vivos, e ainda são bem lembrados. Mas e quanto a músicos como Hermeto Pascoal ou Flora Purim? Egberto Gismonti e Ná Ozzetti? Ou os mais jovens como Lucas Santana ou Tulipa Ruiz?
Nós estamos nos esquecendo de grandes músicos que já nos deixaram, e que ainda estão aqui, para idolatrar "deuses" já consagrados. Tom Jobim ou Elis Regina não precisam de tantas homenagens. Então vamos expandir nosso repertório, vamos mostrar ao mundo que nós somos mais do que apenas Jobim e Elis. Vamos falar mais dos nossos grandes músicos e parar de falar de nossos "deuses". Porque eles já têm seu lugar no "céu", no povo.
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