sábado, 19 de dezembro de 2009

O melhor episódio do Johnny Bravo

Johnny Bravo - The Sensitive Male (avi video)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Protesto

Meu protesto é simples: Estou aqui por que não suporto usuários de psicotrópicos ilícitos que tentam se justificar falando:

"Eu uso por que eu quero!"

Diante de um argumento TÃO GENIAL, o que mais eu poderia falar não é?

Oras, se você usa drogas, acho que não é por que alguém amarrou num poste e te obrigou a fumar um beck!

Meu protesto é contra esse argumento, o pior de todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Músicas de natal

Como eu havia previsto antes, vou colocar algumas músicas de natal aqui. Mas vou sair do convencional. Claro que Bing Crosby e Ray Conniff são os músicos que teêm algumas das melhores versões, mas aqui vamos ser um pouco... Diferentes

Os nomes levam ao Youtube. Algumas dessas músicas são de álbuns inteiramente dedicados a músicas de natal fora do padrão Conniff/Crosby. Mas eu escolhi só algumas que gostei mais.

Santa Claus is coming to town - Bruce Springsteen.
We wish you a merry Xmas - Vários - de um álbum chamado Metal Xmas.
Jingle Bell Rock - Billy Idol.
White Christmas - Stiff Little Fingers.
Rudolph, the red nosed Reinderr - Ray Charles.
Rudolph, the red nosed Reindeer - Jack Johnson.
Deck the Halls - Vários - mais do Metal Xmas.
O Holy night - Weezer.
Deck the Halls - Twisted Sister.
Merry Christmas (The War is over) - John Lennon - Música pacifista de Lennon, que deixa qualquer um arrepiado! E tem também uma versão com imagens, de guerra - o que só aumenta a dor da música.

E uma em português - a única que eu encontrei.
Papai Noel Velho Batuta - Garotos Podres.

Poderia ter, claro, pego qualquer cover. Mas procurei só que eu conhecia, e que fosse conhecido.

E não uma música, mas várias, nos minutos finais, no últmo episódio do Toma Lá, Dá Cá do ano passado, com Leo Jaime.

Toma Lá, Dá Cá e Leo Jaime.

Sugestões do dia

Música:

A melhor versão é essa, acústica. Ela tem um ritmo bom, que as versões com guitarra elétrica não seguem, e os vcais rasgantes de Blind Willie Johnson. Se fosse feita uma versão nesse ritmo com duas guitarras (uma na base, com Power-chord, outra no solo) e um baixo grave, seria perfeita! Eis uma proposta interessante ao guitarristas da internet!

Prosa: Livro de Jó.
Poesia: Cânticos.
Imagem: Acho que todo mundo de 15 a 80 anos já viu O Sexto Sentido.

Allan Sieber

É, praticamente, a minha vida!

Tira de Allan Sieber, grande cartunista e chargista brasileiro. Tirei essa tira
daqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Luta

-Desista dessa mulher:
é uma luta perdida...
-Na verdade todas são...
-Mas lutemos!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Casualidade

Andando pelo sonho
tropecei na linha da realidade
e cai na vida.

Ela é uma estátua de areia
diante do vento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alguns filmes de Natal...

Vi nos meus arquivos e no último dezembro eu não falei nada a respeito do natal a meus leitores. Nem mesmo um feliz natal ou feliz ano novo. Pra me reparar, decidi fazer essa lista, no mínimo interessante.

O natal é uma data bastante controversa, e um tanto quanto kistch. Mas afinal, não tenho do que reclamar: o natal foi meu modo de adquirir bens de consumo mais ou menos necessários pra minha vida, que eu, pela falta de emprego, não teria como adquirir.

Seja como for, uma coisa da época do natal são aqueles filmes que todos já viram, ou pelo menos têm a impresão de que já viram, sempre que passa na tv. Filmes que tem, inclusive, seu mote principal usado em desenhos e séries de tv.

E alguns deles! Alguns que são mais conhecidos por sua história copiada em séries e desenhos, que pela película propriamente dita; outros passam todo ano na Rede Globo, na sessão da tarde. E todo o ano você assite e não reclama...

Enfim, primeiro dois clássicos:

O milagre na rua 34: A clássica historia da menina irritante e sua falta de fé na figura mercadológica do Papai-Noel. Aí, aparece na loja em que trabalha sua mãe, um velhote que diz que vai provar a ela que ele é o Papai-Noel (e assim recuperar a inocência - ou seria ingenuidade? - da criança).

A felicidade não se compra: Tão clássica quanto a outra, senão mais, a historia do homem que é devorado pelo sistema americano e que então decide cometer suicídio. O homem, no caso, é James Stewart e quando ele está quase lá, aparece um anjo e tenta provar como ele é importante, que o mundo não seria o mesmo sem ele etc... É desse filme a frase: "Toda vez que um sino toca, um anjo ganha asas". Isso faz eu pensar... Enfim, próximo! E claro, nesse filme toca Auld Lang Sine, aqui no Brasil, A valsa do Adeus, uma das músicas mais de fim de ano que há!

Natal Branco : Não tem nada muito especial nesse filme estrelado por Bing Crosby e Danny Kaye. Mas tem a música White Christmas...

Esqueceram de mim: Esse já da minha época, conta a história do menino que é esquecido em casa pela família que sai pra viajar no natal e tem, então de enfrentar os bandidos que querem entrar em sua casa. Com Macaulay Culkin, antes de ele se tornar garoto-problema. Devo ter visto umas seis vezes, pra mais!

Gremlins: Clássico dos anos 80, clássico do natal... As criaturinhas "fofas", que não podem ser molhadas, alimentadas depois da meia-noite e expostas a luz forte... E claro que acontece tudo isso com uma delas, e então aparecem monstros com senso de humor, e saem por ai destruindo o natal. Eu gosto também da continuação.

O Grinch: Versão de atores vivos pra versão do desenho, que por sua vez, é uma versão do livro de Dr. Seuss. É relativamente recente, mas passa horrores em todos os canais pagos da tv, nessa época do ano. O verde e estranho Grinch, é mal aceito pela comunidade dos Quem e seu coração é menor que o normal. Então ele decide estragar o natal roubando as decorações, mas... Ele descobre que o natal não é feito pelas decorações, e sim pelo amor no coração dos homens e o seu coração aumenta de tamanho, mais do que o normal (ele não tem uma arritmia cardíaca por pura sorte) e decide devolver a decoração dos Quem e ir comemorar com eles. Prefiro a versão em desenho, pra falar a verdade.

Pode me chamar de Noel: Filme de 2001 com Whoopi Goldberg fazendo o papel de uma mulher amargurada com a vida, com a morte do pai e tantas outras coisas que acontecem com protagonistas de filmes de natal, americanos. Adulta, e descrente do Papai-Noel, Whoopi é Lucy, que trabalha num canal de televendas e está em busca de um Papai-Noel pra suas vendas. Eis que aparece pra ela... O próprio! E tem mais: ele vai se aposentar e quem deve assumir seu lugar é Lucy. Temos então toda aquela coisa sobre amor no coração mesmo que a vida pareça uma merda e no fim ela aceita o emprego. Standart da sessão da tarde da Globo, às vezes mais de uma vez no mesmo período.

O Estranho mundo de Jack: Um clássico musical de Tim Burton,que passa, não só no natal, mas também no Halloween (em canais pagos, claro), por que fala da historia de Jack, o monstro do reino do Halloween que, maravilhado com o mundo do natal, decide sequestrar o Papai-Noel. Tem uma historia de amor também, músicas meio obscuras e os cenários macabros de Burton. Eu, em meus seis anos, fui proibido de assistir a esse filme, que estava passando na tv!

Meu papai é noel: Tim Allen faz o papel do pai que trabalha demais e parece não se importar com o filho. Acontece então um problema com Papai-Noel e ele tem de assumir o lugar do velho, descobrindo então "o verdadeiro espírito do natal". Mas é um clássico, também...

O conto de natal do Mickey: Assisti a esse filme milhares de vezes na minha infância. Milhares, milhares, milhares... É Um conto de natal de Charles Dickens, só que com personagens da Disney: Tio Patinhas, o crápula; Mickey, o explorado; fantasmas, mude sua atitude, "o verdadeiro espírito do natal"... Não li o livro de Dickens, mas alguma coisa me diz que ele foi mal interpretado...

O conto de natal dos Muppets: A mesma trama descrita acima. Com pequenas diferenças: Michael Caine como o crápula, Caco como o explorado... E ainda Gonzo como Charles Dickens. Esse eu assisti menos.

Não colocarei O Expresso Polar: Que pé no saco!

Pode ser que na próxima postagem eu coloque uma lista de músicas de natal, com muitas versões de Ray Conniff, claro. Como por exemplo a música Ring Christmas bells, tão sombria. Vocês podem ouvi-la no Esqueceram de mim.

Glee

Pode parecer estranho que eu, que prego tanto uma cultura mais "erudita", por assim dizer, venha aqui falar dessa série de Tv. Ela tem um que de Malhação e tem músicas como no insuportável High School Musical, mas o que difere Glee dessas duas anteriores, são as músicas e as interpretações. A fantástica música de Glee supera todo o resto.

A história é de um professor de espanhol que, em seu emprego novo, decide assumir o coral da escola, e, por estar fazendo uma forma de inclusão social numa escola americana - cenário impensável pra esse tipo de coisa, por conta do american way of life -, começa a enfrentar a resistência por parte de alguns professores e o apoio de outros. Junto a isso temos os dramas adolescentes dos "losers" do colégio, do tal professor e sua vida pessoal, dos professores entre si e dos alunos de um modo geral...

Mas como eu disse, é uma ótima música!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sugestões do dia

Música:


Prosa:Sylvia Plath - Bell Jar

Poesia:
Poema Enjoadinho
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Vinícius de Moraes

Imagem:
Wiener Schnitzel, Lombo de porco empanado!

sábado, 28 de novembro de 2009

"A alma gêma do Fábio Jr."

Revista Veja (2 de dezembro), página 68, Conversa.

Eis o subtítulo:

Desde pequeno Filipe Galvão sonhava ser igual ao pai, o ator e cantor Fábio Jr. Aso 19 anos, está prestes a conseguir: já lançou um CD com baladas românticas e acaba de estrear como galã em Malhação, a novelinha adolescente da Rede Globo.
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Só falta agora aprender a atirar, mesmo sem porte de arma, se é que vocês me entendem...

"Você se inspira na carreira do seu pai?"
Não prefiro a do Paulo Ricardo ou mesmo Fábio Assunção...

Nota:

Acabo de ler a Revista Veja dessa semana (até 2 de dezembro), na página 62 - Panorama: Datas - a notícia da morte do ex-prefeito Celso Pitta, e um dos comentários da revista é este:

(...)Como prefeito foi um fiasco. Talvez o pior da história de São Paulo(...).

Ou seja, se até a Veja fala mal de Pitta, isso significa que ele foi muito ruim mesmo!

Explicando a crise em Dubai:



Mas não é óbvio?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sugestões do dia

Uma "seção" nova, que não será diária, apesar do título.
Sua proposta será trazer aos olhos de nossos leitores conteúdos diversos, sem relação entre si, necessriamente; e podendo querer expressr uma opinião sobre alguma notícia ou fato recente.

Pra primeira seção, estes:

Música


Prosa:
O homem que não foi a São Paulo
De repente deu-lhe aquela chateação de ter que ir para São Paulo. Olhou para a valise já prontinha, que a mulher preparara e que descansava sobre uma poltrona do escritório, e puxou um longo suspiro. Depois olhou para a passagem da Ponte Aérea que estava em cima da mesa e sentiu um leve, um quase imperceptível mal-estar. Afinal, tinha pouca coisa a fazer em São Paulo. Se tivesse sorte de conseguir uma linha, talvez resolvesse tudo com o chefe do escritório de lá e então ficaria com uma noite livre no Rio, iria para onde bem entendesse, dormiria num hotel qualquer e não teria de dar satisfações a Mercedes, que esta estaria crente que ele seguira mesmo para São Paulo.

Pegou o telefone e discou “interurbano”. A voz neutra e irritante da telefonista perguntou o que ele queria. Cruzou os dedos e pediu São Paulo, aliviado de não ouvir em seguida aquela frase cretina: “Os circuitos estão ocupados, queira chamar mais tarde.” Quando acabou de dar as ordens ao chefe do escritório, sentia-se bem melhor. Ao pegar de novo o telefone, parecia muito bem disposto e teve de se conter para não demonstrar sua alegria:
- Mercedes? Sou eu... Já vou sim. Não sei, meu bem. Sigo agorinha para o aeroporto e pego o primeiro que tiver lugar. Obrigado. Outro pra você.

Desligou e ficou imaginando que era o golpe. Ir para um bar e encher a caveira? Telefonar para uma daquelas desajustadas de sempre? Ia optar pela segunda hipótese, quando se lembrou que já era um pouco tarde e mulher avulsa que se preze não continua avulsa depois que a tarde cai. O jeito era sair por aí... Mas novamente o telefone entrou em cena. A campainha soou e ele ouviu a voz do Augusto:
- Seu passe está livre para um pagode?

Aquilo caía do céu: - Puxa, Augusto... Você encaixou na horinha. Imagine que eu ia para São Paulo e resolvi não ir... Mal telefonei para Mercedes... Acabei de ligar, dizendo que ia, mas disposto a ficar por aqui mesmo.
- Ótimo! – exclamou o Augusto. – Pois eu estou de cacho aí com uma pequena bem razoável. Ela me avisou que tem uma amiguinha sobrando, coisa fina, e pediu que eu levasse um amigo.
- Tô nessa boca – berrou o que ia a São Paulo e não foi, achando que mais uma vez se confirmava a sua sorte com mulher. E apressou-se: - Diga à sua amiguinha para levar a outra que eu terei o maior prazer em desencaminhá-la.

Augusto esclareceu que não precisava isso. Já estava tudo combinado: as duas estariam no bar assim-assim, às tantas horas, esperando. E, a uma pergunta aflita, tratou de tranqüilizar o amigo: não conhecia a outra, mas devia ser boa sim, porque tivera o cuidado de se informar sobre este detalhe e sua pequena garantira que era papa-fina.

Saíram logo que Augusto chegou no escritório. Estava tão animado que já ia esquecendo a valise em cima da poltrona. Voltou, apanhou-a e, antes de apagar a luz, rasgou a passagem da Ponte Aérea e jogou na cesta. “Mercedes pode ver esta porcaria no meu bolso e vai ser fogo” – pensou. E juntou ao pensamento um ditado de sua autoria que costumava usar sempre que se metia numa baderna: “Marido prevenido, casamento garantido”.

Augusto manobrou o carro e entrou na vaga com facilidade. Antes de atravessarem a rua, apontou para o barzinho elegante da esquina, explicando que elas estavam esperando ali. Quando entraram na sala um tanto quanto penumbrosa, a penumbra não chegou para esconder a mulher que acenou em sua direção: - Aquela é a minha – foi dizendo o Augusto – e a outra é a sua.

Como se ele não soubesse que era a sua! Lá estava ela, toda fresca, no vestido vermelho que ele financiara na véspera. Aliás, foi o ar fresco que lhe deu mais raiva. Partiu por entre as mesas bufando e iniciou incontinenti o festival de bolachas.
- Mas o que é isto... Mas o que é isto? – Perguntava Augusto atônito.

Ninguém ali sabia direito por que é que ele estava batendo, mas Mercedes sabia perfeitamente por que é que estava apanhando.
Stanislaw Ponte Preta

Poesia:
Soneto de separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes

Imagem:

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crítica - Sangue na Neve

Terminei está manhã o livro de Georges Simenon, Sangue na Neve, em edição dos anos de 1980, da Nova Fronteira. Em sua contra-capa, o que pode ser lido são as palavras de Otto Maria Carpeaux: um dos romance que "darão um testemunho de nossa época". Simenon, pra quem não oconhece, é um grande escritor de livros policiais, tendo escrito mais de cem deles. Sangue na Neve, porém, não é policial, mas sim uma dura história antiditatorial, e foi escrito em 1948. Não tome o livro, contudo, apenas com um livro político - Simenon sai dessa esfera e nos traz a humanidade na sua forma mais natural.

Temos Frank Friederich, e sua mãe que tem um bordel disfarçado de manicure. Ele, em seus dezenove anos de idade, vive num mundo da pós-segunda guerra, num cenário do centro-leste europeu. Mas poderia ser, perfeitamente um cenário tropical, latino-americano, por que o que acontece à Frank, é uma reação à imposição de ditaduras. Seus crimes, seus dramas, sua frieza...

Ao longo do livro, vamos acompanhnando Frank e seu mundo, sua falta de esperança e credibilidade, e todos os efeitos negativos que são inerentes aos marginalizados de governos extremistas. E nos arrastando pelo livro, cansados com a tortura social que é a vida nestas sociedades, a pergunta desesperadora persiste: há uma solução?

E sem procurar uma resposta, Simenon e seu narrador extremamente subjetivo, vão nos conduzindo a um final estrondoso e agudo, que tira o livro dos idílios que tentamos espelhar nossas vidas, e nos joga na realidade fria como a neve - elemento tão essencial para a história, tão presente ao longo dela.



Sangue na Neve: um livro incoveniente, por ser tão presente, em todos os governos do mundo.