A criança cava a terra. Ela sabe o que quer – quer chegar ao fundo. Ela cava, todo dia, incessantemente. Sua, sente fome e continua. Pausa, re-carrega as forças, dorme, acorda e continua. Não se cansa nunca. E assim, morre antes de concluir seu trabalho.
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A mosca dentro de sua fruta, é a imperatriz de sua raça. Ela reina e tudo sabe sobre a vida, sobre as moscas, sobre a existência. Até que a fruta caiu no chão e a mosca descobre a luz. E é devorada por um sapo.
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Meus livros serão polifônicos. Algumas de suas vozes, serão estas.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Na casa de vovó
Isaac e Carolina entraram pela rua esquerda e foram andando, pelo escuro mesmo. Ele, de jaqueta de couro preta, o rosto com pó branco e óculos escuros em plena noite. Ela,, loira, com um longo vestido vinho, coturnos e uma blusa de lã preta. Estavam andando de mãos dadas, e ela levava uma bolsa de vinil no ombro; ele, um cigarro aceso.
- É quase aqui... Acho que tinha um anjo perto. Sei que dá pra ver o luar do portão, e é lindo. É tão trágico e irônico, imaginar que vamos morrer não é?
Ela olhou pra ele e sorriu. Tirou os seus óculos cuidadosamente e olhou seus olhos azuis. Pediu que se sentassem, antes que chegassem. Estava uma noite agradável, um clima bom, e parecia que ninguém mais estava na rua. Ele olhou a volta e viu uma mureta enfeitada por margaridas.
-Olhe a lua, Carol – ele apontou pra lua cheia, amarela – esta uma lua assassina!
Ela riu dele e abriu a bolsa. Era uma garrafa de vinho barato. Ele pegou um saca-rolhas do bolso e abriu o vinho. Derramou um pouco no chão e deu pra ela. Pegou dois cigarros e os acendeu e ficaram ali, sentados, fumando. Ele tirou um pequeno envelope do bolso do casaco. Fotos dela.
-Eu fico olhando tanto pra essas suas fotos, que quase acredito que elas sejam reais - ele falou com olhos brilhantes e ela riu. Tragou, bebeu o vinho e deu mais um pouco pra ele – esta uma noite muito boa não? Mas eu queria te levar lá! Você vai gostar de minha vó! Eu juro.
Ela olhou com ternura pra ele e se levantou. Tragou o cigarro até o fim e jogou ele num canto. Isaac ia falar, mas Carolina fez um sinal: um som estranho. Mas era apenas um casal, igual a eles. Se olharam de longe, se cumprimentaram com um aceno e cada qual foi pro seu canto.
Então ela pegou a mão dela e continuaram seu caminho. Até que lhe deu uma luz e ele encontrou. Encontrou o túmulo de sua avó. Sentaram-se sobre o túmulo de mármore cinza, aos pés de uma Virgem Maria. A garrafa estava vazia, e ela guardou-a na bolsa.
-Não é um belo jardim de enforcamentos? – ele sorriu para ela e ficaram um pouco em silêncio. Então ele olhou pra lua e para ela – Ontem sonhei que alguém me amava.
Ela sorriu pra ele. Se aproximaram e ela falou enfim:
-certo, você conhece várias músicas dark. Mas eu também conheço algumas: Hoje é sexta, e estou amando. Meu querido lábios de açúcar, venha pra perto de mim! – eles riram juntos e se beijaram intensamente.
==========================
Há, ao longo da crônica algumas músicas de rock gótico dos anos 80 (além de uma dos Smiths, também depressiva). Encontrem!
- É quase aqui... Acho que tinha um anjo perto. Sei que dá pra ver o luar do portão, e é lindo. É tão trágico e irônico, imaginar que vamos morrer não é?
Ela olhou pra ele e sorriu. Tirou os seus óculos cuidadosamente e olhou seus olhos azuis. Pediu que se sentassem, antes que chegassem. Estava uma noite agradável, um clima bom, e parecia que ninguém mais estava na rua. Ele olhou a volta e viu uma mureta enfeitada por margaridas.
-Olhe a lua, Carol – ele apontou pra lua cheia, amarela – esta uma lua assassina!
Ela riu dele e abriu a bolsa. Era uma garrafa de vinho barato. Ele pegou um saca-rolhas do bolso e abriu o vinho. Derramou um pouco no chão e deu pra ela. Pegou dois cigarros e os acendeu e ficaram ali, sentados, fumando. Ele tirou um pequeno envelope do bolso do casaco. Fotos dela.
-Eu fico olhando tanto pra essas suas fotos, que quase acredito que elas sejam reais - ele falou com olhos brilhantes e ela riu. Tragou, bebeu o vinho e deu mais um pouco pra ele – esta uma noite muito boa não? Mas eu queria te levar lá! Você vai gostar de minha vó! Eu juro.
Ela olhou com ternura pra ele e se levantou. Tragou o cigarro até o fim e jogou ele num canto. Isaac ia falar, mas Carolina fez um sinal: um som estranho. Mas era apenas um casal, igual a eles. Se olharam de longe, se cumprimentaram com um aceno e cada qual foi pro seu canto.
Então ela pegou a mão dela e continuaram seu caminho. Até que lhe deu uma luz e ele encontrou. Encontrou o túmulo de sua avó. Sentaram-se sobre o túmulo de mármore cinza, aos pés de uma Virgem Maria. A garrafa estava vazia, e ela guardou-a na bolsa.
-Não é um belo jardim de enforcamentos? – ele sorriu para ela e ficaram um pouco em silêncio. Então ele olhou pra lua e para ela – Ontem sonhei que alguém me amava.
Ela sorriu pra ele. Se aproximaram e ela falou enfim:
-certo, você conhece várias músicas dark. Mas eu também conheço algumas: Hoje é sexta, e estou amando. Meu querido lábios de açúcar, venha pra perto de mim! – eles riram juntos e se beijaram intensamente.
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Há, ao longo da crônica algumas músicas de rock gótico dos anos 80 (além de uma dos Smiths, também depressiva). Encontrem!
Caetano Veloso e seus Covers.
Hoje temos mais dois covers do cantor baiano. Um, são dois, e é bem conhecido; e o outro também. Mas o primeiro todo mundo sabe que é um cover. O segundo quase ninguém conhece a versão original.
E vocês podem comentar, claro!
Billie Jean/Eleanor Rigby
Michael Jackson
Beatles
Caetano Veloso
Versão em ritmo mais lento e acústico - sem a bateria disco ou os violinos.
Sozinho
Peninha
Caetano Veloso
Grande sucesso na voz de Caetano Veloso, seu autor original é Peninha, músico de São Paulo dito como "brega", e antes da versão de Caetano, sem muito sucesso. Diferente da original a versão do músico baiano ganha da original, seja pelo vocal afinado ou por usar apenas ao violão. Foi a segunda parceria de Caetano Veloso com músicos populares. A primeira - vaida - foi em 1975 com Odair José.
E vocês podem comentar, claro!
Billie Jean/Eleanor Rigby
Michael Jackson
Beatles
Caetano Veloso
Versão em ritmo mais lento e acústico - sem a bateria disco ou os violinos.
Sozinho
Peninha
Caetano Veloso
Grande sucesso na voz de Caetano Veloso, seu autor original é Peninha, músico de São Paulo dito como "brega", e antes da versão de Caetano, sem muito sucesso. Diferente da original a versão do músico baiano ganha da original, seja pelo vocal afinado ou por usar apenas ao violão. Foi a segunda parceria de Caetano Veloso com músicos populares. A primeira - vaida - foi em 1975 com Odair José.
Placas de Trânsito.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Problematizando a auto escola
Entrei na sala e o professor estava lá, com uma camisa rocha, e calças marrons. Tinha um bigode grande e uma voz afetada e estava sentado sobre a mesa da sala de aula, arrumando uns papeis. Entrei na sala, em silêncio e ele me olhou com um que de desafio, falou um bom dia e disse que a aula começava em alguns minutos.
Os outros alunos foram entrando: dois ou três meninos com bermudas largas e umas duas ou três meninas de camisetas regatas. Uma gótica de regata preta e jeans cinzas e um pseudo surfista com um aspecto largado. Cerca de cinco fileiras, vinte e cinco cadeiras, eu estava bem na porta, próximo a saída. Eles sentaram-se próximos do fundo da sala.
O professor começou a aula. Começou entregando um texto sobre acidentes de trânsito com perguntas para reflexão, e em seguida uma folha com anúncios publicitários de carros e novas perguntas e pediu que fizéssemos. A mocinha ao meu lado devia ter seus dezoito anos, e não era, absolutamente, muito rápida no pensamento. Olhei as perguntas e sorri.
A primeira:
O que melhoraria o trânsito? Punição ou educação?
O professor falou que respondêssemos em voz alta e sorri: no Brasil, temos um senso de ética muito flexível, de modo que mesmo com uma educação intensiva, o que precisa acontecer é uma mudança nos valores morais da população de todas as esferas sociais de nosso país. Nosso modo de pensar, porém, vinha de uma tradição de 500 anos e não seria modificada em tão pouco tempo: precisamos de penas mais pesadas.
O professor me olhou ríspido.
A segunda:
Vendo os anúncios de carro, qual a diferença entre o primeiro e o segundo?
Era um anuncio de um carro familiar, dos anos 70 e um carro esportivo da contemporaneidade. A maior diferença, pra começar, é que se tratavam de carros diferentes, de épocas diferentes, focando públicos-alvos diferentes, e portanto, uma comparação entre estes não revelaria nada de surpreendente: um carro era voltado para famílias, trazendo a tona a ideia de segurança e valores éticos tradicionais, enquanto que o outro era uma projeção de ideais de liberdade, e satisfação e ecstasy; era um símbolo que remetia ao falo, por sua forte associação com a virilidade, e com a masculinidade, apesar de estes serem ideais antiquados, mas que ainda valorizados, devido a mentalidade reacionária dos paises economicamente mais influentes no cenário mundial.
As pessoas na sala me olhavam com certo desdém. O professor suspirou e dispensou a sala, e eu sai sorrindo. Talvez eu fosse gostar de tirar minha habilitação de trânsito, afinal!
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Não foi exatamente assim, mas foi bem próximo disso!
Os outros alunos foram entrando: dois ou três meninos com bermudas largas e umas duas ou três meninas de camisetas regatas. Uma gótica de regata preta e jeans cinzas e um pseudo surfista com um aspecto largado. Cerca de cinco fileiras, vinte e cinco cadeiras, eu estava bem na porta, próximo a saída. Eles sentaram-se próximos do fundo da sala.
O professor começou a aula. Começou entregando um texto sobre acidentes de trânsito com perguntas para reflexão, e em seguida uma folha com anúncios publicitários de carros e novas perguntas e pediu que fizéssemos. A mocinha ao meu lado devia ter seus dezoito anos, e não era, absolutamente, muito rápida no pensamento. Olhei as perguntas e sorri.
A primeira:
O que melhoraria o trânsito? Punição ou educação?
O professor falou que respondêssemos em voz alta e sorri: no Brasil, temos um senso de ética muito flexível, de modo que mesmo com uma educação intensiva, o que precisa acontecer é uma mudança nos valores morais da população de todas as esferas sociais de nosso país. Nosso modo de pensar, porém, vinha de uma tradição de 500 anos e não seria modificada em tão pouco tempo: precisamos de penas mais pesadas.
O professor me olhou ríspido.
A segunda:
Vendo os anúncios de carro, qual a diferença entre o primeiro e o segundo?
Era um anuncio de um carro familiar, dos anos 70 e um carro esportivo da contemporaneidade. A maior diferença, pra começar, é que se tratavam de carros diferentes, de épocas diferentes, focando públicos-alvos diferentes, e portanto, uma comparação entre estes não revelaria nada de surpreendente: um carro era voltado para famílias, trazendo a tona a ideia de segurança e valores éticos tradicionais, enquanto que o outro era uma projeção de ideais de liberdade, e satisfação e ecstasy; era um símbolo que remetia ao falo, por sua forte associação com a virilidade, e com a masculinidade, apesar de estes serem ideais antiquados, mas que ainda valorizados, devido a mentalidade reacionária dos paises economicamente mais influentes no cenário mundial.
As pessoas na sala me olhavam com certo desdém. O professor suspirou e dispensou a sala, e eu sai sorrindo. Talvez eu fosse gostar de tirar minha habilitação de trânsito, afinal!
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Não foi exatamente assim, mas foi bem próximo disso!
Dissincronia
O menino passou a noite toda acordado, só para ouvir o canto da ave matinal. O canto daquele pássaro que se calava depois de anunciar incessantemente o nascer do dia. Era um momento mágico na natureza, único: todos se calavam, e mesmo o vento, mesmo as batidas de um coração, os pensamentos – tudo parava e a ave entoava o hino agudo, e breve, mas único. Uma música que só se ouvia da rua, e por isso precisava de platéia de um homem só, na varanda. A música mais bela de todos os continentes, era o que se dizia. E o garoto estava disposto a se deliciar com aquele cantar. Em sua juventude proeminente, estava pronto pra ouvir a música, mesmo que tivesse de ficar acordado durante toda a noite, mesmo depois de uma rotina de estudos que lhe deixou todo aquele dia cansado. Ele se sentou na varanda de sua casa, sem nenhum instrumento pra lhe produzir músicas – pois estes acordariam os pais; sem nenhum livro – pois as letras lhe trariam o sono. Tudo que poderia fazer era esperar, ao lado de uma lâmpada elétrica, acompanhado de pernilongos e cigarras e sapos. O céu escuro, sem lua, sem estrelas. A rua estava dormindo, estava em silêncio, com seu breu quebrado por três postes de luz amarela, fraca. O menino estava desenhando nos sacos de pão, com um pedaço de carvão; desenhos de ideais, de amores, de viagens, aventuras, lugares pessoas, formas e linhas. Sua mente estava perdida pelo mundo, e seus ouvidos estavam atentos aos cantos das árvores. Suas mãos ficaram cansadas, calejadas, doidas, sujas; o pulso estava doido, e os pés estavam com cãibras. Os olhos do garoto estavam pequenos e apertados, fracos, implorando para se encerrarem, e suas costas estalavam por qualquer movimento. A boca do garoto estava seca, e ele precisava de água, mas tinha medo de ir à cozinha e perder a ave gloriosa, que só canta pra quem persevera. Estava com a barriga rugindo por alguma comida, afinal, seu jantar tinha sido há algumas horas. Mas o dia estava quase perto. Ele sabia, mas sentia sede, e fome, e dores, cansaço. Veio, depois, a necessidade de um banheiro. Era sede e vontade de urinar – um paradoxo. Mas o dia estava quase na sua porta. A barriga foi se apertando, o meio das pernas foi tremendo, e ele se curvou pra não pensar nisso – eram só alguns minutos mais. Ele ficou assim, esperando, esperando. Como um soar de pratos, porém, ele viu que não poderia ficar mais tempo daquele jeito e correu para o banheiro da sala, muito rápido. Voltou correndo, as calças ainda arriadas: o sol lhe brilhava e as maritacas anunciavam que tinha perdido a hora.
The Runaways
Nas últimas semanas andou-se falando - em colunas de revistas sobre lésbicas ou cinema - que teremos um filme com Krysten Stewart "a Bella, do Crepúsculo", beijando a jovem (15 anos) Dakota Fanning, enquanto essa fica vestida apenas de lingeries, enquanto elas cantam rock and roll sobre sexo, drogas e rock and roll.
Mas eu sinceramente, não me importo com Krysten X ou a menina do por quinho fazendo papel de riot girl ícone lésbico. O que importa pra mim, é que teremos uma cinebiografia sobre The Runaways!
A banda em questão surgiu nos Estados Unidos dos anos de 1970 e na verdade era uma jogada mercadológica de um americano chamado Kim Fowley. Ele conheceu umas meninas que queriam fazer rock de qualidade e viu nelas uma chance de fazer dinheiro, por conta do fetiche de uma banda só de mulheres. Na época, porém, uma banda com meninas de menos de vinte anos de idade, cantando sobre sexo, drogas e rock, vestidas com roupas curtas/apertadas/de baixo causou furor e a banda terminou em 79.
Apesar disso, a banda alavancou Joan Jett, e ela é uma das maiores roqueiras de todos os tempos! Famosa pela música I love rock and roll, Joan Jett também é guitarrista, e gravou várias músicas clássicas do rock. A despeito do filme e das colunas de jornais e revistas, ela não é um ícone lésbico, mas uma daquelas punks que os punks "de verdade" chamam de vendida. Mesmo assim é uma grande cantora!
Na banda também tinhámos Lita Ford. Ela guitarrista (solo) e cantora que depois da banda seguiu um caminho mais voltado ao rock pesado (e o dito "metal Farofa"). Tem como seu maior sucesso a música Close my eyes forever gravada junto com Ozzy Osbourne, e é uma grande cantora do rock.
O papel de Oklahoma, digo Oregon (ou seria Kansas?) Fanning, é da cantora Cherrie Curie, que na época tinha quinze anos, e cantava de espartilho. Depois dos Runawyas, porém, ela não fez nada muito relevante. Algumas das outras meninas da banda fundaram o grupo de new wave The Bangles famoso apenas por Walk Like a Egyptian.
Mas o que importa é que teremos um filme sobre as grandes Joan Jett e Lita Ford, mulheres essenciais pro surgimento de Avrils Lavinge da vida e bandas como Juliette and The Licks, The Donnas, Yeah Yeah Yeahs etc.
A previsão é que o filme chegue aqui em maio e fará algum sucesso entre as adolescentes fãs de Kate Perry (outra que não seria possível sem The Runaways), por que terá uma cena de beijo entre a menina do porquinho e A Bella, do Crepúsculo.
Quanto ao beijo, este redator aqui considera ser apenas uma jogada mercadológica, bolada por executivos de 50 anos e 120 quilos, que ficam com o pêndulo do relógio batendo meio-dia, sempre que veem as já referidas atrizes.
Seja como for, aguardemos este filme sobre essa banda essencial, que apenas depois de trinta anos começou a receber a atenção que sempre mereceu!
Mas eu sinceramente, não me importo com Krysten X ou a menina do por quinho fazendo papel de riot girl ícone lésbico. O que importa pra mim, é que teremos uma cinebiografia sobre The Runaways!
A banda em questão surgiu nos Estados Unidos dos anos de 1970 e na verdade era uma jogada mercadológica de um americano chamado Kim Fowley. Ele conheceu umas meninas que queriam fazer rock de qualidade e viu nelas uma chance de fazer dinheiro, por conta do fetiche de uma banda só de mulheres. Na época, porém, uma banda com meninas de menos de vinte anos de idade, cantando sobre sexo, drogas e rock, vestidas com roupas curtas/apertadas/de baixo causou furor e a banda terminou em 79.
Apesar disso, a banda alavancou Joan Jett, e ela é uma das maiores roqueiras de todos os tempos! Famosa pela música I love rock and roll, Joan Jett também é guitarrista, e gravou várias músicas clássicas do rock. A despeito do filme e das colunas de jornais e revistas, ela não é um ícone lésbico, mas uma daquelas punks que os punks "de verdade" chamam de vendida. Mesmo assim é uma grande cantora!
Na banda também tinhámos Lita Ford. Ela guitarrista (solo) e cantora que depois da banda seguiu um caminho mais voltado ao rock pesado (e o dito "metal Farofa"). Tem como seu maior sucesso a música Close my eyes forever gravada junto com Ozzy Osbourne, e é uma grande cantora do rock.
O papel de Oklahoma, digo Oregon (ou seria Kansas?) Fanning, é da cantora Cherrie Curie, que na época tinha quinze anos, e cantava de espartilho. Depois dos Runawyas, porém, ela não fez nada muito relevante. Algumas das outras meninas da banda fundaram o grupo de new wave The Bangles famoso apenas por Walk Like a Egyptian.
Mas o que importa é que teremos um filme sobre as grandes Joan Jett e Lita Ford, mulheres essenciais pro surgimento de Avrils Lavinge da vida e bandas como Juliette and The Licks, The Donnas, Yeah Yeah Yeahs etc.
A previsão é que o filme chegue aqui em maio e fará algum sucesso entre as adolescentes fãs de Kate Perry (outra que não seria possível sem The Runaways), por que terá uma cena de beijo entre a menina do porquinho e A Bella, do Crepúsculo.
Quanto ao beijo, este redator aqui considera ser apenas uma jogada mercadológica, bolada por executivos de 50 anos e 120 quilos, que ficam com o pêndulo do relógio batendo meio-dia, sempre que veem as já referidas atrizes.
Seja como for, aguardemos este filme sobre essa banda essencial, que apenas depois de trinta anos começou a receber a atenção que sempre mereceu!
domingo, 31 de janeiro de 2010
A queda de Paramount Jack
Um conto de piratas que eu escrevi no fim de 2008, por que a ideia estava na minha cabeça.
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Foi numa manhã quente, quando a nau Saint Bernard navegava próxima ao Haiti, que aconteceu a queda de Paramount Jack, capitão de um dos mais agressivos barcos corsários da Inglaterra. Os poucos que viram a cena descrevem ela de modo impressionante, mas também tenebrosa.
Paramount Jack nasceu William Johnson Vermont III, filho de um lorde londrino, dono de fazendas no País de Gales e de algumas nas Bahamas. Nasceu no ano de 1648 e foi morto no ano de 1695, por uma armada militar francesa comandada pelo Conde Darius Saint-Pierre.
Paramount Jack foi o nome que ganhou de seu capitão três anos depois de ingressar na marinha inglesa. O nome se derivava de seu modo de lutar. Usava qualquer recurso que pudesse: do cuspe nos olhos á facada nas costas. O importante não era lutar de forma justa. Era vencer. E quando vencia, não fazia prisioneiros.
A batalha que encerrou sua vida começou numa manhã quente e abafada. A ausência de ventos fortes desanimava a todos. Estavam indo à Nova Iorque, vender o fruto de algumas caravelas espanholas, pilhadas alguns dias antes. Estavam com bastante café, frutas exóticas e jóias no barco. Não iam dividir essa mercadoria, mas o lucro obtido com elas.
O barco ia lento. Era quase meio-dia e a tripulação já tinha almoçado. Foi quando o árabe Jihad, que tinha bons olhos, avistou ao longe, barcos que pareciam franceses. O capitão se animou e ordenou que as velas fossem posicionadas para irem em direção a guerra.
Paramount Jack usava sempre seus chapéus de couro de anta, que ganhara do amigo português, o pirata Tenório Fagundes, e um colete de couro de javali que comprara no Marrocos. Na cintura quatro garruchas de canos duplos e a espada de lâmina curta e larga. Carregava ainda três adagas e algumas machadinhas, na cintura, uma pequena pistola dentro do casaco, e uma navalha de barba, dentro das botas. Carregava também uma garrafa de rum, que poderia usar como arma.
Os dois barcos se aproximaram. O St. Bernard ia à noroeste e os francos a sul. Eram duas caravelas e uma nau. O ataque começou por parte do barco inglês. Lançavam bolas de metal ligadas a uma outra, por uma correntes e estas serviam para abrirem buracos nas paredes do navio inimigo, alem de dificultara a atividade dos mastros, impedindo manobras evasivas do outro barco. Um fato: uma bala de canhão não mata uma pessoa. Apenas quebra seus ossos. Todavia, quando acertava em uma parede de madeira, disparava milhares de farpas que podiam, desde apenas arranhar o oponente, até, arrancar seu braço, por conta de uma gangrena ou de um direcionamento preciso, em um nervo vital.
Paramount Jack ordenava que nos canhões, além das bolas de metal (com tamanhos variantes entre cinco e dez centímetros de diâmetro) fossem colocados também pedaços de vidro, pequenas pedrinhas, e pedaços de metal minúsculos, balas de pistolas... Dessa forma, o tiro lançava contra o alvo, mortais projeteis com força suficiente para matar. Nessa batalha teremos alguns exemplos primorosos. Um deles é um pedaço de metal de um centímetro cúbico que acertou as juntas do braço de um homem. As juntas entre o braço e o antebraço. Com a força do impacto, o braço do soldado simplesmente, caiu: foi rasgada pelo furo da bala somada a pressão causada pela velocidade do movimento da bala. Outro caso interessante foi de um franco que recebeu algumas pedras, metais e vidros (todos de tamanhos insignificantes), mas com a força do impacto, encostou a porta dos pés na parte superior das coxas.
Paramount fazia isso, não só para inutilizar seus adversários, mas também para assusta-los e desmoraliza-los. Queria causar neles, alguma forma de assombro e para isso podia se valer também de algumas técnicas com rum. Sua diversão: enchia a boca com a aguardente e, com uma vela acesa na frente de sua boca, cuspia o caldo cubano. Por conta disso teve quem o chamou de demônio vivo. O fogo atacava o piso de madeira do barco, mas não vingava muito, uma vez que um barco vive sempre muito perto da maresia. O piso úmido custava a se incendiar, mas o efeito nas pessoas era exatamente o esperado.
O ataque começou e depois de uma hora e meia de troca de tiros de canhões, formou-se um triângulo com os barcos franceses em volta do navio inglês. Era, em geral, Jack que abordava os navios com cordas com ganchos na ponta, mas nesse caso ele deveria proteger seu próprio barco. Isso não era muito de seu feitio, por isso pulou para uma caravela e começou sua matança de costume. Ia para os porões preparar uma surpresa.
Entrou na caravela com uma de suas garruchas em mãos e disparou contra o tenente daquele batalhão. Isso com o intuito de atrapalhar a formação dos soldados franceses, pra facilitar a ação dos seus. Puxou sua espada e decepou logo no início, a cabeça de dois veteranos. Cortou o braço de um jovem belga e jogou-no no mar. Penetrou a lamina nas costas de um soldado já idoso e cuspiu na cara de um mais jovem que ia atirar contra ele. Dessa forma pode decapita-lo. Na água, alguns tubarões começavam a aparecer.
Encheu sua boca com rum e com uma vela, fez seu famoso cuspe. Quebrou a garrafa vazia na cabeça de um ex-escravo do congo, e cortou os olhos de um marujo com o vidro. Encontrou o almirante Darius Saint-Pierre e começou a peleja. Darius era um dos grandes espadachins de sua região. Sabia defender-se dos golpes de Paramount Jack e ainda armar outros que quase cortavam-no. Um momento conseguiu arranhar perto dos olhos de Jack, que apenas riu e preparou sua armadilha a Saint-Pierre: avançou com a espada no intuito de dividir a cabeça de seu oponente.
Ele, claro, conseguiu defender a cabeça, mas isso era só uma proposição para um chute entre suas pernas, por parte do britânico. No chão, com muita dor, não pode evitar ter os membros cortados aos poucos. A mão direita, a esquerda, então os braços, as pernas e por fim a cabeça. Jack se divertia com essa forma de demora.
O capitão da caravela, um simplório militar da fronteira com a Holanda, gritou que o império francês não iria desistir tão fácil e que ele iria matar Paramount Jack. Mas esse estava muito ocupado lutando contra três turcos, ingresso no exército francês. Os três tinham técnica um pouco distintas de manejar as espadas. Porém, em questão de minutos, estavam mortos.
Por mais que não quisesse admitir, Jack sabia que a luta chegava em seus momentos finais. Já estavam na briga havia quase cinco horas. A proporção França/Inglaterra era, naquele momento de quase um pra quatro. Foi completar sua surpresa. Precisava faze-lo. Foi até o porão da caravela e lá encontrou alguns barris de pólvora. Com uma garrafa de rum quebrada e com uma vela pôs fogo neles. Com certa habilidade de velhos mestres, saiu da caravela cortando e atirando em todos a sua frente e pouco depois dele pular de volta em seu St. Bernard, ouviu a explosão que fez o barco começar a afundar. Os tubarões já estavam os esperando.
Todos já começavam a ficar cansados e na proporção França/Inglaterra, já tinham quase sete franceses pra cada inglês. Jack já havia usado e perdido todas as suas armas em algum lugar daquele espaço de conflitos. Estava com a espada de algum francês. Era longa e fina, leve, mas não lhe transmitia segurança. Puxou sua machadinha e com as duas cortantes em mãos, foi procurar o comandante daquela operação. Precisava ter com ele sua luta final. Naquele momento já estavam tendo, novamente, os disparos de canhões, e mesmo Paramount Jack já estava com uma pequena farpa na sua perna.
Quando se deu conta, estava cercado pro cerca de quatro franceses, alem do capitão. Prevendo que iria morrer e que se corpo seria entregue a autoridades francesas, começou a lutar com os soldados para que eles dessem passagem até a borda do barco. Conseguiu matar dois ou três nesse caminho. Quando estava lá, foi atingido por uma saraivada de balas. Eram vindas de mais de dez armas de fogo. Pelo menos, havia caído dentro da água.
Caiu no mar já morto. Foi desta forma que se findou o grande Paramount Jack.
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Foi numa manhã quente, quando a nau Saint Bernard navegava próxima ao Haiti, que aconteceu a queda de Paramount Jack, capitão de um dos mais agressivos barcos corsários da Inglaterra. Os poucos que viram a cena descrevem ela de modo impressionante, mas também tenebrosa.
Paramount Jack nasceu William Johnson Vermont III, filho de um lorde londrino, dono de fazendas no País de Gales e de algumas nas Bahamas. Nasceu no ano de 1648 e foi morto no ano de 1695, por uma armada militar francesa comandada pelo Conde Darius Saint-Pierre.
Paramount Jack foi o nome que ganhou de seu capitão três anos depois de ingressar na marinha inglesa. O nome se derivava de seu modo de lutar. Usava qualquer recurso que pudesse: do cuspe nos olhos á facada nas costas. O importante não era lutar de forma justa. Era vencer. E quando vencia, não fazia prisioneiros.
A batalha que encerrou sua vida começou numa manhã quente e abafada. A ausência de ventos fortes desanimava a todos. Estavam indo à Nova Iorque, vender o fruto de algumas caravelas espanholas, pilhadas alguns dias antes. Estavam com bastante café, frutas exóticas e jóias no barco. Não iam dividir essa mercadoria, mas o lucro obtido com elas.
O barco ia lento. Era quase meio-dia e a tripulação já tinha almoçado. Foi quando o árabe Jihad, que tinha bons olhos, avistou ao longe, barcos que pareciam franceses. O capitão se animou e ordenou que as velas fossem posicionadas para irem em direção a guerra.
Paramount Jack usava sempre seus chapéus de couro de anta, que ganhara do amigo português, o pirata Tenório Fagundes, e um colete de couro de javali que comprara no Marrocos. Na cintura quatro garruchas de canos duplos e a espada de lâmina curta e larga. Carregava ainda três adagas e algumas machadinhas, na cintura, uma pequena pistola dentro do casaco, e uma navalha de barba, dentro das botas. Carregava também uma garrafa de rum, que poderia usar como arma.
Os dois barcos se aproximaram. O St. Bernard ia à noroeste e os francos a sul. Eram duas caravelas e uma nau. O ataque começou por parte do barco inglês. Lançavam bolas de metal ligadas a uma outra, por uma correntes e estas serviam para abrirem buracos nas paredes do navio inimigo, alem de dificultara a atividade dos mastros, impedindo manobras evasivas do outro barco. Um fato: uma bala de canhão não mata uma pessoa. Apenas quebra seus ossos. Todavia, quando acertava em uma parede de madeira, disparava milhares de farpas que podiam, desde apenas arranhar o oponente, até, arrancar seu braço, por conta de uma gangrena ou de um direcionamento preciso, em um nervo vital.
Paramount Jack ordenava que nos canhões, além das bolas de metal (com tamanhos variantes entre cinco e dez centímetros de diâmetro) fossem colocados também pedaços de vidro, pequenas pedrinhas, e pedaços de metal minúsculos, balas de pistolas... Dessa forma, o tiro lançava contra o alvo, mortais projeteis com força suficiente para matar. Nessa batalha teremos alguns exemplos primorosos. Um deles é um pedaço de metal de um centímetro cúbico que acertou as juntas do braço de um homem. As juntas entre o braço e o antebraço. Com a força do impacto, o braço do soldado simplesmente, caiu: foi rasgada pelo furo da bala somada a pressão causada pela velocidade do movimento da bala. Outro caso interessante foi de um franco que recebeu algumas pedras, metais e vidros (todos de tamanhos insignificantes), mas com a força do impacto, encostou a porta dos pés na parte superior das coxas.
Paramount fazia isso, não só para inutilizar seus adversários, mas também para assusta-los e desmoraliza-los. Queria causar neles, alguma forma de assombro e para isso podia se valer também de algumas técnicas com rum. Sua diversão: enchia a boca com a aguardente e, com uma vela acesa na frente de sua boca, cuspia o caldo cubano. Por conta disso teve quem o chamou de demônio vivo. O fogo atacava o piso de madeira do barco, mas não vingava muito, uma vez que um barco vive sempre muito perto da maresia. O piso úmido custava a se incendiar, mas o efeito nas pessoas era exatamente o esperado.
O ataque começou e depois de uma hora e meia de troca de tiros de canhões, formou-se um triângulo com os barcos franceses em volta do navio inglês. Era, em geral, Jack que abordava os navios com cordas com ganchos na ponta, mas nesse caso ele deveria proteger seu próprio barco. Isso não era muito de seu feitio, por isso pulou para uma caravela e começou sua matança de costume. Ia para os porões preparar uma surpresa.
Entrou na caravela com uma de suas garruchas em mãos e disparou contra o tenente daquele batalhão. Isso com o intuito de atrapalhar a formação dos soldados franceses, pra facilitar a ação dos seus. Puxou sua espada e decepou logo no início, a cabeça de dois veteranos. Cortou o braço de um jovem belga e jogou-no no mar. Penetrou a lamina nas costas de um soldado já idoso e cuspiu na cara de um mais jovem que ia atirar contra ele. Dessa forma pode decapita-lo. Na água, alguns tubarões começavam a aparecer.
Encheu sua boca com rum e com uma vela, fez seu famoso cuspe. Quebrou a garrafa vazia na cabeça de um ex-escravo do congo, e cortou os olhos de um marujo com o vidro. Encontrou o almirante Darius Saint-Pierre e começou a peleja. Darius era um dos grandes espadachins de sua região. Sabia defender-se dos golpes de Paramount Jack e ainda armar outros que quase cortavam-no. Um momento conseguiu arranhar perto dos olhos de Jack, que apenas riu e preparou sua armadilha a Saint-Pierre: avançou com a espada no intuito de dividir a cabeça de seu oponente.
Ele, claro, conseguiu defender a cabeça, mas isso era só uma proposição para um chute entre suas pernas, por parte do britânico. No chão, com muita dor, não pode evitar ter os membros cortados aos poucos. A mão direita, a esquerda, então os braços, as pernas e por fim a cabeça. Jack se divertia com essa forma de demora.
O capitão da caravela, um simplório militar da fronteira com a Holanda, gritou que o império francês não iria desistir tão fácil e que ele iria matar Paramount Jack. Mas esse estava muito ocupado lutando contra três turcos, ingresso no exército francês. Os três tinham técnica um pouco distintas de manejar as espadas. Porém, em questão de minutos, estavam mortos.
Por mais que não quisesse admitir, Jack sabia que a luta chegava em seus momentos finais. Já estavam na briga havia quase cinco horas. A proporção França/Inglaterra era, naquele momento de quase um pra quatro. Foi completar sua surpresa. Precisava faze-lo. Foi até o porão da caravela e lá encontrou alguns barris de pólvora. Com uma garrafa de rum quebrada e com uma vela pôs fogo neles. Com certa habilidade de velhos mestres, saiu da caravela cortando e atirando em todos a sua frente e pouco depois dele pular de volta em seu St. Bernard, ouviu a explosão que fez o barco começar a afundar. Os tubarões já estavam os esperando.
Todos já começavam a ficar cansados e na proporção França/Inglaterra, já tinham quase sete franceses pra cada inglês. Jack já havia usado e perdido todas as suas armas em algum lugar daquele espaço de conflitos. Estava com a espada de algum francês. Era longa e fina, leve, mas não lhe transmitia segurança. Puxou sua machadinha e com as duas cortantes em mãos, foi procurar o comandante daquela operação. Precisava ter com ele sua luta final. Naquele momento já estavam tendo, novamente, os disparos de canhões, e mesmo Paramount Jack já estava com uma pequena farpa na sua perna.
Quando se deu conta, estava cercado pro cerca de quatro franceses, alem do capitão. Prevendo que iria morrer e que se corpo seria entregue a autoridades francesas, começou a lutar com os soldados para que eles dessem passagem até a borda do barco. Conseguiu matar dois ou três nesse caminho. Quando estava lá, foi atingido por uma saraivada de balas. Eram vindas de mais de dez armas de fogo. Pelo menos, havia caído dentro da água.
Caiu no mar já morto. Foi desta forma que se findou o grande Paramount Jack.
Ouvindo Smiths
Escrevi essa crônica no iníco do presente ano. Não é muito original, e não tem nenhuma inovação narrativa. Mesmo assim, leiam-na...
=================================================
Era um sábado de chuva. Eu havia acordado tarde, e o tempo, dentro, era abafado. Do lado de fora, parecia que teríamos uma chuva forte, e estava frio. Eu acordei e tomei meu banho, vesti uma calça em cima da cadeira, arrumei minha cama e fui ler as notícias no computador. O segundo dia do ano.
Conversei, pelo computador com o Arthur. Ele disse que ia ver um filme na Paulista, junto com o Ricardo e uma amiga dele, uma tal de Ana. Iam ver um filme ruim, de computação gráfica e afins. Ouvi um som atrás de mim, e começou uma tempestade. O céu escuro, e a chuva caindo de forma ondulada, e o barulho de raios. Desliguei o computador, na dúvida da queda de um raio. Liguei o rádio. Fiquei escutando, na minha cama, em silêncio, enquanto lia as letras. Meu apartamento se resumia a eu e meu gato sem nome, divididos em um quarto, um banheiro e uma sala. O gato estava dormindo na sala. Seus pelos eram curtos e cinzas.
Vesti alguma roupa, sapatos e decidi sair pra comer um hambúrguer. Quase seis horas da tarde. Falei com o gato, mas ele não me escutou. Sua tigela estava quase vazia e sua tina de água, pela metade. Enchi o seu prato, troquei a água, e fechei as janelas, perguntando antes se ele gostaria de me acompanhar, mas tive uma resposta negativa. Sorri.
Fui e voltei em menos de uma hora. Cheguei da rua, e minha casa parecia ainda mais quente do que antes. O gato me olhou com sua cara de sempre e fui até ele. Peguei a bola que ele costuma usar e joguei ela num canto. Ele, porém, não foi busca-la. Como qualquer gato, tinha personalidade... Tirei minha camisa e liguei a televisão. As noticias falavam de acidentes e deslizamentos no litoral. Minha cabeça começou a ter imagens e desliguei aquela buzina de macabrações.
Isso fez com que eu lembrasse de Carol. Não conversamos desde um dia depois do natal. Mas ela estava bem, na cidade que estava, no hotel que estava, nenhuma chuva ou acidente. Disse que voltava na próxima segunda-feira, e sugeriu que fossemos beber alguma coisa. Meu trabalho na editora, só voltava depois do dia quinze, lhe falei, e ela disse que poderíamos marcar alguma “balada” então.
Tranqüilizado, acessei o computador de novo, e lá estava Suzana. Conversamos sobre o natal, ano-novo... Tudo que é de praxe nessa época do ano. Perguntei-lhe sobre Dora, sua namorada, e Suzana falou que ela viajava, com a família. Convidei Suzana pra vir em casa, então, pra ouvirmos os Smiths. Sabia que ela gostava de Morissey e afins, tanto quanto eu. Ela aceitou e disse chegar aqui, por volta das nove horas.
Novamente desliguei o computador, e fui arrumar um pouco a casa.
------------------------------------------------
Vestido com minha calça, com a janela aberta, e o ventilador ligado, esperava por Suzana. A chuva estava fraca, o gato brincava os pés do sofá, e eu lia Sylvia Plath, até que o interfone tocou. Era ela. Marquei a página e esperei junto à porta aberta. O hall era um corredor escuro e no mesmo andar que eu, mais três apartamentos. A porta do elevador se abriu e ela saiu de lá tímida. Sua voz pequena olhou para um lado escuro, antes que as luzes acionadas por sensor acendessem. “Alô? Tem alguém ai?”. Chamei Suzana e ela veio até mim.
Suzana estava com calças jeans negras, e seus tênis velhos de cor meio amarelada. Usava ainda um casaco longo e escuro. Seu cabelo lhe caia até os ombros e era escuro, quase negro. Seu rosto era pequeno e os olhos estavam pintados como numa pintura de esfinge. A boca pequena. O gato passou por suas pernas e ela o acariciou. Ela tinha uma gato. Depois o meu saiu para seu canto.
Convidei Suzana a se sentar em meu sofá de lona marrom, e lhe ofereci cerveja, água, algum suco ou algo mais forte, e ela se decidiu por uma cerveja mesmo. Peguei uma para mim e lhe indiquei minha coleção. Ela acendeu um cigarro e sentou-se no chão, ao meu lado pra ver o que eu tinha. Cheirava bem e seu rosto estava róseo. Colocou “There is a light that never goes out” e sentou-se no sofá à minha frente, com sua lata à mão.
-Como vai a vida? – ela perguntou.
-Bem... Um pouco parada... E a sua?
-ah, também! A faculdade começa num mês...
Ela era estudante de medicina e tinha pouco mais de dezoito anos. Tínhamos nos conhecido por amigos, e éramos amigos. Perguntou-me de Irene, a moça com quem estava saindo, já havia alguns meses, mas Irene tinha ido ver a família no litoral. Perguntou por que eu não fui junto, e olhei em seus olhos. Olhos sem romantismo, crus e diretos e sorri. Falei que era pra que tivéssemos aquele momento juntos e ela riu de mim e tragou o cigarro. Apagou-o e bebeu mais um pouco de sua cerveja.
Tirou o casaco, pois disse que estava começando a sentir calor. Estava usando uma camiseta branca, larga, deixando a mostra os ombros. A roupa não permitia sua silhueta. A camiseta tinha uma foto em preto-e-branco de Brigitte Bardot em seus tempos clássicos, com sua cara provocadora e a boca meio aberta, um braço por de trás dos cabelos e o outro sobre o busto.
Começamos a conversar um pouco sobre nossas festas de natal, nossos presentes, planos para o ano que começava quando a primeira música acabou. A segunda foi “Ask”.
-Vamos dançar! – me falou Suzana.
Levantei-me quando ela puxou minha mão. Fiquei olhando seu corpo se mexendo, e o modo como ela cantava a música. O modo como ela jogava os cabelos e sua camiseta. A música terminou e ela me olhou e sorriu, comentou o quanto gostava da música e lançou um suspiro. Disse que ia buscar mais cerveja, e também acendeu um cigarro.
A cozinha estava escura, e ela não deixou que eu acendesse a luz. Disse que não precisava. Abriu a geladeira e olhou a cerveja na porta, na parte de baixo. Algumas horas depois, Suzana abriu seus olhos, no chão da cozinha, ao meu lado. Seu batom e seus olhos de esfinge estavam borrados. Ela passou a mão por meu peito e desceu ela. Me beijou e pôs um dedo sobre a boca. Nos beijamos e fomos para a sala, com nossas roupas. Sentamos no sofá e continuamos. Ela cravou as unhas em minhas costas e falou “Dora”; eu nas suas, “Irene”. Ouvindo Smiths.
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Era um sábado de chuva. Eu havia acordado tarde, e o tempo, dentro, era abafado. Do lado de fora, parecia que teríamos uma chuva forte, e estava frio. Eu acordei e tomei meu banho, vesti uma calça em cima da cadeira, arrumei minha cama e fui ler as notícias no computador. O segundo dia do ano.
Conversei, pelo computador com o Arthur. Ele disse que ia ver um filme na Paulista, junto com o Ricardo e uma amiga dele, uma tal de Ana. Iam ver um filme ruim, de computação gráfica e afins. Ouvi um som atrás de mim, e começou uma tempestade. O céu escuro, e a chuva caindo de forma ondulada, e o barulho de raios. Desliguei o computador, na dúvida da queda de um raio. Liguei o rádio. Fiquei escutando, na minha cama, em silêncio, enquanto lia as letras. Meu apartamento se resumia a eu e meu gato sem nome, divididos em um quarto, um banheiro e uma sala. O gato estava dormindo na sala. Seus pelos eram curtos e cinzas.
Vesti alguma roupa, sapatos e decidi sair pra comer um hambúrguer. Quase seis horas da tarde. Falei com o gato, mas ele não me escutou. Sua tigela estava quase vazia e sua tina de água, pela metade. Enchi o seu prato, troquei a água, e fechei as janelas, perguntando antes se ele gostaria de me acompanhar, mas tive uma resposta negativa. Sorri.
Fui e voltei em menos de uma hora. Cheguei da rua, e minha casa parecia ainda mais quente do que antes. O gato me olhou com sua cara de sempre e fui até ele. Peguei a bola que ele costuma usar e joguei ela num canto. Ele, porém, não foi busca-la. Como qualquer gato, tinha personalidade... Tirei minha camisa e liguei a televisão. As noticias falavam de acidentes e deslizamentos no litoral. Minha cabeça começou a ter imagens e desliguei aquela buzina de macabrações.
Isso fez com que eu lembrasse de Carol. Não conversamos desde um dia depois do natal. Mas ela estava bem, na cidade que estava, no hotel que estava, nenhuma chuva ou acidente. Disse que voltava na próxima segunda-feira, e sugeriu que fossemos beber alguma coisa. Meu trabalho na editora, só voltava depois do dia quinze, lhe falei, e ela disse que poderíamos marcar alguma “balada” então.
Tranqüilizado, acessei o computador de novo, e lá estava Suzana. Conversamos sobre o natal, ano-novo... Tudo que é de praxe nessa época do ano. Perguntei-lhe sobre Dora, sua namorada, e Suzana falou que ela viajava, com a família. Convidei Suzana pra vir em casa, então, pra ouvirmos os Smiths. Sabia que ela gostava de Morissey e afins, tanto quanto eu. Ela aceitou e disse chegar aqui, por volta das nove horas.
Novamente desliguei o computador, e fui arrumar um pouco a casa.
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Vestido com minha calça, com a janela aberta, e o ventilador ligado, esperava por Suzana. A chuva estava fraca, o gato brincava os pés do sofá, e eu lia Sylvia Plath, até que o interfone tocou. Era ela. Marquei a página e esperei junto à porta aberta. O hall era um corredor escuro e no mesmo andar que eu, mais três apartamentos. A porta do elevador se abriu e ela saiu de lá tímida. Sua voz pequena olhou para um lado escuro, antes que as luzes acionadas por sensor acendessem. “Alô? Tem alguém ai?”. Chamei Suzana e ela veio até mim.
Suzana estava com calças jeans negras, e seus tênis velhos de cor meio amarelada. Usava ainda um casaco longo e escuro. Seu cabelo lhe caia até os ombros e era escuro, quase negro. Seu rosto era pequeno e os olhos estavam pintados como numa pintura de esfinge. A boca pequena. O gato passou por suas pernas e ela o acariciou. Ela tinha uma gato. Depois o meu saiu para seu canto.
Convidei Suzana a se sentar em meu sofá de lona marrom, e lhe ofereci cerveja, água, algum suco ou algo mais forte, e ela se decidiu por uma cerveja mesmo. Peguei uma para mim e lhe indiquei minha coleção. Ela acendeu um cigarro e sentou-se no chão, ao meu lado pra ver o que eu tinha. Cheirava bem e seu rosto estava róseo. Colocou “There is a light that never goes out” e sentou-se no sofá à minha frente, com sua lata à mão.
-Como vai a vida? – ela perguntou.
-Bem... Um pouco parada... E a sua?
-ah, também! A faculdade começa num mês...
Ela era estudante de medicina e tinha pouco mais de dezoito anos. Tínhamos nos conhecido por amigos, e éramos amigos. Perguntou-me de Irene, a moça com quem estava saindo, já havia alguns meses, mas Irene tinha ido ver a família no litoral. Perguntou por que eu não fui junto, e olhei em seus olhos. Olhos sem romantismo, crus e diretos e sorri. Falei que era pra que tivéssemos aquele momento juntos e ela riu de mim e tragou o cigarro. Apagou-o e bebeu mais um pouco de sua cerveja.
Tirou o casaco, pois disse que estava começando a sentir calor. Estava usando uma camiseta branca, larga, deixando a mostra os ombros. A roupa não permitia sua silhueta. A camiseta tinha uma foto em preto-e-branco de Brigitte Bardot em seus tempos clássicos, com sua cara provocadora e a boca meio aberta, um braço por de trás dos cabelos e o outro sobre o busto.
Começamos a conversar um pouco sobre nossas festas de natal, nossos presentes, planos para o ano que começava quando a primeira música acabou. A segunda foi “Ask”.
-Vamos dançar! – me falou Suzana.
Levantei-me quando ela puxou minha mão. Fiquei olhando seu corpo se mexendo, e o modo como ela cantava a música. O modo como ela jogava os cabelos e sua camiseta. A música terminou e ela me olhou e sorriu, comentou o quanto gostava da música e lançou um suspiro. Disse que ia buscar mais cerveja, e também acendeu um cigarro.
A cozinha estava escura, e ela não deixou que eu acendesse a luz. Disse que não precisava. Abriu a geladeira e olhou a cerveja na porta, na parte de baixo. Algumas horas depois, Suzana abriu seus olhos, no chão da cozinha, ao meu lado. Seu batom e seus olhos de esfinge estavam borrados. Ela passou a mão por meu peito e desceu ela. Me beijou e pôs um dedo sobre a boca. Nos beijamos e fomos para a sala, com nossas roupas. Sentamos no sofá e continuamos. Ela cravou as unhas em minhas costas e falou “Dora”; eu nas suas, “Irene”. Ouvindo Smiths.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Geeeeeeejuis! Constatações surpreendentes obre As Hárpias
Hoje me perdi um pouco pelos arquivos das Hárpias e percebi que elas, gradativamente, foram tomando a forma de um site menos textual, e mais imagético/sonoro...
Mas afinal, não ando escrevendo nada muito bom há tempos!
Não é fantástico? Memso as poesias, foram reduzidas a meros "poemas de ocasião" - duas ou três linhas (ou um pouco mais) que comentam sobre algo com um olhar mais poético, porém não muito marcante.
Outra coisa que vi, é que meus textos não têm leitores ativos - só gente que lê sem falar nada; daí não sei se elas de fato leram, ou só vieram aqui por engano - enquanto que, no passado, eles apareciam mais e mais por aqui...
Bem... Podemos dizer que a proposta aqui também mudou um pouco, de 2008 até hoje - era um apinhado de textos que ninguém lia, e virou um mínimo de textos que alguns leem (ou passam o olho nas palavras principais), em meio a videos e fotos interessantes...
Outra coisa que me chamou a atenção, foi de que minha postagem mais comentada foi uma denominada As 5 melhores músicas de strip-tease, feita num dia de tédio, pouco antes dos meus 19 anos de idade. Nove comentários, nove completos desconhecidos...
E continuamos com o subtítulo "Vivendo arrasando corações apaixonados - a começar pelo meu." sendo que nos últimos seis meses, tive muito mais vídeos, imagens e comentários sobre algum bafão (pseudo)cultural, do que algum arraso de coração proprpiamente dito...
Isso tudo me deixou um pouco encafifado - decididamente preciso voltar a escrever mais textos!
Por hora, estou sem ideias, então contenham-se em vasculhar meus arquivos: procurem pela origem do nome do blog, procurem as crônicas, os poemas, os contos... Garanto que são textos interessantes (mas não são o produto final).
Fim da nota de rodapé.
(Abertura de O Guarani de Carlos Gomes, ao fundo.)
Ps: Eu até que escrevo bem! Mas estou tentando formular teorias que relacionem o fim de meu orkut - dois dias antes do meu aniversário de 19 - com a cadência da minha imaginitividade.
Talvez eu tenha me contaminado com academicismos, e tenha perdio a inocência de achar que um bom conto se faz em algumas horas (e não em alguns dias).
Mas afinal, não ando escrevendo nada muito bom há tempos!
Não é fantástico? Memso as poesias, foram reduzidas a meros "poemas de ocasião" - duas ou três linhas (ou um pouco mais) que comentam sobre algo com um olhar mais poético, porém não muito marcante.
Outra coisa que vi, é que meus textos não têm leitores ativos - só gente que lê sem falar nada; daí não sei se elas de fato leram, ou só vieram aqui por engano - enquanto que, no passado, eles apareciam mais e mais por aqui...
Bem... Podemos dizer que a proposta aqui também mudou um pouco, de 2008 até hoje - era um apinhado de textos que ninguém lia, e virou um mínimo de textos que alguns leem (ou passam o olho nas palavras principais), em meio a videos e fotos interessantes...
Outra coisa que me chamou a atenção, foi de que minha postagem mais comentada foi uma denominada As 5 melhores músicas de strip-tease, feita num dia de tédio, pouco antes dos meus 19 anos de idade. Nove comentários, nove completos desconhecidos...
E continuamos com o subtítulo "Vivendo arrasando corações apaixonados - a começar pelo meu." sendo que nos últimos seis meses, tive muito mais vídeos, imagens e comentários sobre algum bafão (pseudo)cultural, do que algum arraso de coração proprpiamente dito...
Isso tudo me deixou um pouco encafifado - decididamente preciso voltar a escrever mais textos!
Por hora, estou sem ideias, então contenham-se em vasculhar meus arquivos: procurem pela origem do nome do blog, procurem as crônicas, os poemas, os contos... Garanto que são textos interessantes (mas não são o produto final).
Fim da nota de rodapé.
(Abertura de O Guarani de Carlos Gomes, ao fundo.)
Ps: Eu até que escrevo bem! Mas estou tentando formular teorias que relacionem o fim de meu orkut - dois dias antes do meu aniversário de 19 - com a cadência da minha imaginitividade.
Talvez eu tenha me contaminado com academicismos, e tenha perdio a inocência de achar que um bom conto se faz em algumas horas (e não em alguns dias).
J.D. Salinger
Eu, como literato em treinamento, deveria falar alguma coisa sobre J. D. Salinger, escritor de O Apanahdor no Campo de Centeio, morto ontem aos 91 anos de idade...
Porém, eu nunca li nada dele, e nem mesmo o famoso livro em questão...
E rebeldia por rebeldia, prefiro Charles Bukowski...
Porém, eu nunca li nada dele, e nem mesmo o famoso livro em questão...
E rebeldia por rebeldia, prefiro Charles Bukowski...
Você já foi à Vinha Branca hoje?
Na verdade esse poema de minha querida amiga, Laura Baggio, é de dezembro do último ano...
Seja como for, visitem-na, aqui.
Mitigar
Embalo teus soluços,
Abraço teus pesares.
Não me largo de ti.
Teu choro no meu colo,
meus dedos a te achar...
'eu estou aqui'.
Amanso tua dor,
Versejo teus olhares.
'eu também já sofri'.
Teu ardor no meu peito,
meus braços a te amar...
'Deixa, eu cuido de ti'.
Seja como for, visitem-na, aqui.
Mitigar
Embalo teus soluços,
Abraço teus pesares.
Não me largo de ti.
Teu choro no meu colo,
meus dedos a te achar...
'eu estou aqui'.
Amanso tua dor,
Versejo teus olhares.
'eu também já sofri'.
Teu ardor no meu peito,
meus braços a te amar...
'Deixa, eu cuido de ti'.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Música preferida da semana.
The Andrew Sisters era um grupo vocal americano de jazz de big bands. Eram Sophia Andrews, Maxene Angelyn Andrews e a ainda viva Patricia Marie Andrews e tiveram seu ápice na II Guerra, cantando paras tropas americanas.
Não lembro como descobri elas. Talvez tenha sido baixando essa música - Beer Barrel Polka - quando procurava por polka alemã.
Seja como for, é um grupo que gosto de ouvir, e essa música - uma das mais conhecidas do grupo, sobre a atuação das tropas americanas no Caribe - eu ouvi por que ontem estava tomando "Rum and coca-cola" (com limão siciliano).
Uma de suas fotos mais conhecidas é esta:
Caetano Veloso e seus Covers.
Hoje mais dois covers de Caetano Veloso, de músicas internacionais. Dois, digamos, inusitados. Boas versões em minha opinião. Não são melhores que as originais, claro, mas diferentes.
Lembrando que vocês podem dar sugestões de outras músicas que ele fez uma versão, e comentar sobre essa sque estou colocando aqui.
Come as you Are
Nirvana
Caetano Veloso
Música do Nirvana do seu disco Nevermind (o disco do bebe numa piscina, sendo fisgado por um dólar), de 1991. A versão do baiano não esconde seu sotaque, mas realsa o peso sombrio da música, e o arranjo de coras achei bom pra música, dando um tom diferente pra ela.
Wait Until Tomorrow
Jimi Hendrix
Caetano Veloso
Versão da música de Hendrix, continua com o mesmo groove e leveza da original, mas sem as distorções de Jimi. Só os vocais que ficaram um pouco distantes, por que o Caetano não tem uma voz tão firme quanto de Hendrix, mas é uma boa versão. Essa, porém, a única que eu achei no youtube, tem umas guitarras e um Gilberto Gil que não tem na gravação de estúdio que não ficaram muito boas, se comparadas as já citadas.
BÔNUS
Mas será que podemos chamar isso de covers? Afinal, elas não são compositoras, mas interprétes...
Lembrando que vocês podem dar sugestões de outras músicas que ele fez uma versão, e comentar sobre essa sque estou colocando aqui.
Come as you Are
Nirvana
Caetano Veloso
Música do Nirvana do seu disco Nevermind (o disco do bebe numa piscina, sendo fisgado por um dólar), de 1991. A versão do baiano não esconde seu sotaque, mas realsa o peso sombrio da música, e o arranjo de coras achei bom pra música, dando um tom diferente pra ela.
Wait Until Tomorrow
Jimi Hendrix
Caetano Veloso
Versão da música de Hendrix, continua com o mesmo groove e leveza da original, mas sem as distorções de Jimi. Só os vocais que ficaram um pouco distantes, por que o Caetano não tem uma voz tão firme quanto de Hendrix, mas é uma boa versão. Essa, porém, a única que eu achei no youtube, tem umas guitarras e um Gilberto Gil que não tem na gravação de estúdio que não ficaram muito boas, se comparadas as já citadas.
BÔNUS
Mas será que podemos chamar isso de covers? Afinal, elas não são compositoras, mas interprétes...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
São Paulo

Hoje, dia 25 de janeiro, é a aniversário da Grande Cidade de São Paulo, a cidade que não me conduz, mas que eu conduzo! Rs... Quatrocentos e cinquenta e seis anos sendo a maior do Brasil!
Nesse dia, além das músicas do Adoniran Barbosa e dos Demônios da Garoa, temos o 365:
Outras bandas que eu gosto e acho bem com a cara de São Paulo, ainda, são IRA! e a alternativa Ludov.
Mas minha comemoração será ao lado de uma pessoa muito especial, e ouvindo Milton Nascimento e Lô Borges desfilando suas músicas do Clube da Esquina, no Parque da Independência, às 19 horas.
Enfim, uma boa segunda-feira a todos vocês e um feliz aniversário à Polifônica Cidade de São Paulo!
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